quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ECONOMIA GRITA, TJ CALA



Não precisa ser expert em economia ou estar na pele de comerciante, empresário ou lojista para sentir os efeitos do desaquecimento do comércio paraibano e pressentir a ameaça de um Natal e Reveillon magros, com pouco dinheiro circulando, fábricas desabastecidas, o Estado deixando de arrecadar e o povo ao final pagando a conta cara.

As projeções assustam os setores produtivos. Com mercadorias lacradas, caminhões retidos, algumas fábricas, como a Alpargatas, por exemplo, estão correndo o risco de suspender a produção do final de ano. Outras cogitam até a concessão de férias coletivas aos funcionários. Nem o mais robusto mercado resiste aos prejuízos de 45 dias de emperramento total, muito menos uma pequena e frágil economia como a nossa.

O cenário só não tem causado espécie ao colendo Tribunal de Justiça da Paraíba, que testemunha inerte e silente o travamento das nossas finanças estaduais. A demanda judicial não sai das mãos do desembargador substituto Ricardo Vital, que ainda não levou o assunto à apreciação do Pleno do TJ. Nem parece que estar sob os auspícios da Justiça tema de tão elevada envergadura e de eminente interesse coletivo.

O Tribunal deve satisfação ao povo da Paraíba, coerência ao seu histórico de agilidade no deslinde de questões similares em recente passado e pronunciamento oportuno sobre o mérito da perniciosa greve do Fisco, seja para referendá-la ou defenestrá-la. Na greve de 2007, em 24 horas a Justiça deu seu veredicto. Em 2011, já se vão 45 dias. O que mudou de lá pra cá? A lei, o TJ, os prazos ou os interesses?

Correndo atrás
Pelo o que a coluna captou, o Fisco se apressa em buscar acordo no qual o Governo se comprometeria pagar todos os reajustes em 2012. Sem ponto cortado.

Jogo duro
Leitura de setores do Governo: se o Sindifisco tocou a greve e os prejuízos até agora, apesar apelos em contrário, agora é o Estado que não pode vacilar.

Soletrando as vogais
Na Granja Santana, o governador Ricardo Coutinho aproveitou o tempo do feriado da Proclamação da República e se debruçou sobre os nomes a serem escolhidos para o colegiado de vogais da Junta Comercial do Estado. Sem descanso, Ricardo monitorou ventos que sopram silenciosamente mais crises à sua gestão.

Maranhão quer fazer mais
“Eu tenho certeza que vou poder fazer melhor pela cidade do que o atual prefeito e o antecessor fizeram”. A frase é do ex-governador José Maranhão (PMBD), aos 75 anos, e decidido a botar no seu currículo o cargo de prefeito de João Pessoa, antes de encerrar a carreira política.

Critério excludente
Afeito à cautela e prudência verbal ao tratar da disputa interna que trava com seu seguidor, o deputado federal Manoel Júnior, pela indicação do PMDB, Maranhão já não tem mais arrodeado no trato do assunto: “Será o candidato quem tiver, segundo as pesquisas, mais votos”.

Novo tempo
Já Manoel Júnior segue mantendo seu discurso em defesa da reoxigenação do PMDB paraibano. A começar pela eleição próxima do diretório da Capital.

O encontro
O prefeito Carlos Rafael (PTB) e o ex Carlos Antônio (DEM), de Cajazeiras, se esbarraram num evento social em João Pessoa. Atraíram olhares.

E o troco
Próximo ao cumprimento protocolar, quando Rafael se aproximou, Carlos Antônio deu as costas. Pagou na mesma moeda recente desfeita semelhante.

Mobilidade
O prefeito Luciano Agra (PSB) desembarcou ontem na cidade de Bogotá, na Colômbia, onde participa da Feira Internacional de Transporte Massivo.

Pegando ar
Jornalistas campinenses têm estranhado no deputado Romero Rodrigues (PSDB) nível de irritabilidade acima do normal e do perfil ponderado do tucano.

Entrelaçamento
Se a Época descobrisse que Pietro e Daniel já foram tão íntimos ao ponto do primeiro ter sido fiador do segundo num empréstimo de capital de giro?

Pensativo
Já incomoda os aguerridos e desconfiados oposicionistas na Assembléia o ‘mergulho reflexivo’ do combativo deputado Gervásio Filho (PMDB).

Caixa-preta
O ex-prefeito Avaíldo Azevedo (PSB), alvo preferencial da poderosa família Maranhão em Araruna, quebra o silêncio hoje ao vivo no Correio Debate (rádio).

A missão
A família Gadelha tenta convencer o ex-deputado Leonardo Gadelha a topar a tarefa de enfrentar a reeleição do prefeito Fábio Tyrone (PTB), em Sousa.

Queda de braço
Afinal de contas, o PT vai ou não integrar o Conselho Político de Luciano Agra, como quer Luiz Couto mesmo contra o veto do presidente Rodrigo Soares?

PINGO QUENTE
“Quem não deve, não teme”.
Da vereadora pessoense Eliza Virgínia, em paráfrase ao governador Ricardo, e aventando mais um pedido de CPI na Câmara, desta vez para apurar as denúncias da Revista Época.


Heron Cid

Fonte: Paraíba Hoje
(16/11/2011)


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