quarta-feira, 30 de maio de 2012

Porto de Cabedelo, uma dragagem naufragada


O presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima da Paraíba, e também presidente do Comitê em Defesa do Porto de Cabedelo , Márcio Madruga, recebeu o blog com exclusividade e narrou passo a passo a real situação da dragagem do Porto.

Márcio Madruga explicou que hoje o porto possui um Calado (distância vertical entre a linha de flutuação e a quilha do navio) de 9,14 metros e uma licitação em litígio entre a empresa vencedora da licitação, a Enterpa – Engenharia Ltda, e a Secretaria Nacional de Portos.

Em 2008, no projeto de licitação do bloco 13, do programa Nacional de dragagem, que refere-se a Cabedelo , previa-se 2 milhões de metros cúbicos de dragagem – material mole (lama e areia) e 225 mil metros cúbicos de derrocagem – material duro (rocha). Porém, a licitação foi feita apenas para 80 mil metros cúbicos de derrocagem, percebendo-se ter sido criado apenas um paliativo, resultando em um grave erro.

Márcio Madruga, que também é vice-presidente da Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima, falou que com a nova batimetria (medição da profundidade e do relevo do fundo do mar, rios e lagos) que saiu agora em abril, constatou-se que faltam 293 mil metros cúbicos entre material duro e mole – sendo 160 mil metros cúbicos de duro e 133 mil metros cúbicos de mole – para que o Calado atinja os 11 metros desejados.

Dos R$ 40 milhões licitados, mais um aditivo de R$ 7 milhões, a Enterpa recebeu o valor de R$ 33 milhões, faltando receber R$ 14 milhões. Porém, para terminar o serviço, a empresa está reivindicando a bagatela de R$ 60 milhões. Ou seja, o jogo vai zerar, e terá que ser feita nova licitação, começar tudo de novo. Serão novamente anos de espera para termos o tão sonhado Calado.

Com esse Calado estima-se que em seis meses a capacidade operacional, de emprego e financeira do Porto aumente em 50%. Geograficamente, nosso porto está super bem localizado, sendo o mais próximo da África e da Europa. E com uma ferrovia saindo de dentro das suas instalações, a Transamazônica tem origem no muro que protege o porto, e o aeroporto está a poucos km.

Todo esse circunstancial favorece o nosso crescimento, faltando apenas determinação e união da nossa classe política e empresarial para nos fazer respeitar e permitir que nosso estado entre na rota do desenvolvimento.


Fonte: Blog Fábio Araujo

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