quarta-feira, 3 de julho de 2013

Coluna do Dr. Edgley Porto - A Boca em alerta! Doenças transmitidas pelo beijo.



O beijo é a forma mais tradicional de se demostrar afetividade. A filematologia, ciência que estuda o beijo e as suas funções, afirma que o beijo influência muito os comportamentos sexuais tanto da mulher quanto do homem.

Enquanto os homens utilizam o beijo para atingir um envolvimento sexual, as mulheres em geral utilizam o beijo para avaliar o estado da sua relação e o comprometimento do seu parceiro.

Estudos revelam também que a saliva masculina contém grandes quantidades de testosterona, o que afeta a libido da mulher, desempenhando um papel fundamental na atração sexual e na escolha dos parceiros, já que o primeiro beijo pode afastar ou dar forças para a relação.

Em grandes eventos sociais como o São João e o Carnaval, que reúnem uma considerável aglomeração de pessoas, o hábito de beijar se intensifica. Entretanto, tem se tornado cada vez mais comum, principalmente nesses eventos, a prática de se ter a troca de beijos entre vários parceiros, a grosso modo, o hábito de beijar mais de uma pessoa.

Beijar movimenta 29 músculos e queima aproximadamente 12 calorias. Mas, em apenas um beijo, duas pessoas trocam, em média, 250 bactérias e por isso beijar na boca pode ser um veículo importante de transmissão de doenças como gripe, hepatite, tuberculose, herpes labial e em determinadas situações, a sífilis ou a AIDS, se houver feridas ou cortes na boca.
"Feridas nos lábios, mau hálito, dentes mal cuidados e sangramento gengival (gengivite) são indicativos de maus cuidados com a higiene bucal; e o beijo deve ser evitado”.
Os beijoqueiros devem ter cautela durante o ano todo, mas principalmente em grandes eventos sociais como o São João e o Carnaval onde muitos intensificam o ato de beijar. O beijo na boca pode transmitir várias doenças, inclusive as sexualmente transmissíveis.

Algumas doenças transmitidas pelo beijo na boca são:

Principais doenças transmitidas pelo beijo



Herpes
Mononucleose
Gengivite
Cárie
Meningite
Sífilis
Hepatite B
Gripe


Herpes labial:

Herpes labial é uma doença causada por um vírus, geralmente o herpes simples 1. A transmissão ocorre quando há machucados na boca, como bolhas ou úlceras. Não é uma doença grave, porém, requer um tratamento específico. Os sintomas são locais: lesões cutâneas cheias de líquido claro ou amarelado aparecem formando crostas quando se rompem e podem causar coceira, ardor e formigamento que duram uma semana. Mesmo que no momento do beijo o parceiro não tenha nenhum indício do problema, ele pode ter o vírus causador da doença e transmiti-lo. Depois do contágio, não há cura e a pessoa passa a conviver com o herpes, que pode se manifestar anos mais tarde, geralmente durante fases em que estiver com a imunidade baixaO tratamento é feito com antivirais que reduzem os períodos em que ela aparece. Consulte um dentista ou médico se suspeitar que está com herpes simples.

Mononucleose:

Mononucleose Infecciosa é conhecida como a doença do beijo, pois é causada por um vírus chamado de Epstein Barr, que se transmite através da saliva de pessoas infectadas. O vírus Epstein Barr fica incubado por 30 a 45 dias e uma vez infectada a pessoa o carrega para sempre, podendo ser contagioso em ocasiões especiais.Muitas pessoas têm contato com a doença, porém raras vezes ela se manifesta.  O diagnóstico é feito através dos sintomas do paciente, que são: mal estar, dor de cabeça, febre, dor de garganta, ínguas no pescoço, inflamação no fígado, fadiga e inchaço. A mononucleose pode ser confundida facilmente com as viroses comuns do inverno. Como nas demais viroses, não existem medicamentos específicos para combatê-la. O tratamento é feito com antitérmicos, analgésicos, anti-inflamatórios e repouso. Se não identificada e tratada corretamente, ela pode até evoluir para doenças mais graves, como o câncer, por exemplo.

Como estas doenças podem ser transmitidas pelo beijo, a melhor forma de evitar contaminar-se é só beijar o namorado (a) ou cônjuge. Pois neste caso, há uma maior relação de confiança e é mais fácil o indivíduo saber se o parceiro está ou não doente.
“A melhor forma de prevenir a Mononucleose é manter uma boa higiene e, claro, não beijar ninguém com suspeita da doença!”

Gengivite:

A gengivite é a inflamação da gengiva, o sinal mais comum da doença é vermelhidão na região e o fácil sangramento, até mesmo durante a escovação. É causada pelo acúmulo de placa e tártaro nos dentes. Para tratar, é necessário procurar o dentista e manter os cuidados diários: O principal cuidado que todos devem ter é escovar da maneira correta diariamente. Uma escovação correta consiste em utilizar a escova certa em todos os dentes e língua e passar fio ou fita dental, além de fazer visitas periódicas ao dentista, pelo menos de seis em seis meses.

Cárie:

É uma doença infectocontagiosa causada por bactérias como Streptococcus mutans, que provoca a desmineralização do esmalte do dente, ocasionando destruição localizada, progressiva e irreversível. A cárie é multifatorial, ou seja, seu surgimento pode ocorrer devido à presença de carboidratos e sacarose (açúcares) na alimentação, estrutura sociocultural, aspectos hereditários e imunológicos, além dos micro-organismos presentes na cavidade bucal, no entanto, estes não são determinantes, e sim, participativos. Se você não dá a devida atenção à higiene bucal, pode pegar – e transmitir – cárie através do beijo. Para evitar pegar a bactéria alheia, capriche na escovação e não abra mão do fio dental diariamente, assim você fortalece a imunidade bucal e as bactérias não encontrarão um ambiente propício ao desenvolvimento. Dentistas também recomendam atenção: observe se a pessoa tem todos os dentes ou se eles estão amarelados e/ou escurecidos.  A única maneira de evitar qualquer contaminação de qualquer doença pelo beijo é sabendo quem beijar. Também é importante higienizar as mãos sempre que possível, não compartilhar objetos íntimos como escovas de dentes.

Meningite:

O beijo também pode transmitir a meningite, infecção causada por bactéria ou vírus que ataca as meninges, membranas protetoras do cérebro, medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Quando causada por vírus o quadro é leve e os sintomas são parecidos com os da gripe e, normalmente, espera-se que se resolva sozinha como outras viroses. Febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo são sintomas da meningite bacteriana. É importante introduzir os medicamentos adequados para combater essa forma da doença antes que cause danos neurológicos irreversíveis. É possível prevenir a meningite tomando vacinas.

De acordo com um estudo realizado por médicos australianos, beijar na boca de múltiplos parceiros aumenta em quatro vezes a chance de pegar meningite meningocócica. A definição de “múltiplos” para os pesquisadores é de sete pessoas em duas semanas. A transmissão da meningite preocupa os médicos, já que a doença tem uma evolução rápida e pode ser fatal.

Sífilis:

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível e raramente é transmitida pelo beijo, causando ferida indolor na gengiva, órgãos genitais, palma da mão e planta dos pés. Mesmo sem tratamento elas podem desaparecer, mas o vírus ainda está presente no corpo e pode causar outros sintomas como manchas avermelhadas na pele e nas mucosas, além de alterações no sistema nervoso central. O tratamento é feito com antibióticos e acompanhamento através de exames de sangue.

A sífilis pode ser transmitida pelo beijo, se a outra pessoa estiver contaminada e tiver alguma ferida na boca. A forma mais comum de contágio, no entanto, é a sexual. A doença é causada por uma bactéria chamada treponema pallidum e pode aparecer em diferentes partes do corpo e levar até uma semana após o contágio para aparecer.

Hepatite B:

Há o risco de transmissão de hepatite B pelo beijo, pois o vírus está presente na saliva da pessoa infectada. Os sintomas são parecidos com o da hepatite A: náuseas, vômitos, mal-estar, febre, fadiga, perda de apetite, dores abdominais, urina escura, fezes claras, icterícia (cor amarelada na pele e conjuntivas). É possível prevenir o contágio através da vacina. O tratamento alivia esses sintomas e suas complicações, mas não há um consenso sobre os medicamentos antivirais.

Gripe:

Não é porque os casos de gripe comum e gripe A (H1N1) estão menos frequentes que a doença desapareceu. O vírus da gripe mais temida em 2009 ainda está por aí, fazendo novos casos. E se a transmissão pode ocorrer por meio de um espirro, imagine o que um beijo não é capaz. De acordo com os médicos, o beijo é uma maneira extremamente eficaz de contaminação.

Os sintomas da gripe A são semelhantes aos de uma gripe comum, com febre, tosse, coriza e dores de cabeça e no corpo. Portanto, o ideal é ficar atento. A recomendação é que a população siga medidas como a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, além de evitar tocar com as mãos nos olhos, bocas e o nariz sem os devidos cuidados de limpeza.

Curiosidades

• A saliva não transmite o vírus da AIDS, que só é transmitido através do sangue. Se o beijo acontece entre duas pessoas que têm gengivite, ou qualquer outro ferimento na boca, o HIV pode penetrar na corrente sanguínea.

• Após ter comido doce e sem a devida escovação dos dentes, se o beijo acontece, pode haver a transmissão de um coquetel de ácidos de bactérias e açúcares. 

• Se a pessoa tem placa bacteriana, as chances de se adquirirem novas cáries são bastante grandes; idem em relação à gengivite.

Precauções

• Feridas nos lábios, mau hálito, dentes mal cuidados e sangramento gengival (gengivite) são indicativos de maus cuidados com a higiene bucal; e o beijo deve ser evitado.

• Um beijo mais ardente pode provocar sangramento na região do” body-piercing”, havendo o risco de infecção do vírus HIV, se o sangue entrar em contato com a lesão bucal.

• É necessário realizar uma boa higiene bucal diariamente e sempre após as refeições. Escovar os dentes, a língua e usar o fio dental.

• Também, antes e após o beijo, fazer uma rigorosa escovação nos dentes, língua e usar o fio dental.

Cuidar da saúde bucal reflete na saúde como um todo. Não se trata apenas de uma mera informação. Acima de tudo, é uma questão de saúde pública (pois todos têm o direito de cuidar de sua saúde). Os cuidados da saúde bucal também devem fazer parte da saúde geral da pessoa.

Outra atitude que pode ajudar a evitar a transmissão de doenças é fugir dos excessos. Beijar qualquer um o tempo todo facilita a transmissão, há que se evitar o excesso. Aliás, qualquer tipo de excesso, inclusive o de bebida, até porque, o fator agravante de eventos sociais como o São João e o Carnaval é que com muita bebida ou droga a pessoa perde a capacidade de administrar o próprio comportamento e extrapola. Então, isso deve ser evitado.

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Por: Edgley Porto
Email: edgleys.porto@hotmail.com

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