sábado, 3 de agosto de 2013

Além da gasolina e diesel, o etanol, que é produzido na Paraíba, poderá ficar também mais caro, caso a cabotagem de combustíveis do Porto de Cabedelo seja transferida para o Porto de Suape, em Pernambuco.



Foto: Francisco França. 
Além da gasolina e diesel, o etanol, que é produzido na Paraíba, poderá ficar também mais caro, caso a cabotagem de combustíveis do Porto de Cabedelo seja transferida para o Porto de Suape, em Pernambuco. Além disso, os empregos no setor poderão sofrer redução e algumas das oitos usinas que atuam na Paraíba podem fechar as portas. As informações são do presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produção de Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool-PB), Edmundo Barbosa.

“Esta proposta estapafúrdia de concentrar a cabotagem em Suape é uma tentativa de transferir, para a distribuidora, o custo do transporte do etanol para Suape ou do transporte da gasolina A de Suape para João Pessoa. Porque quem faz a mistura de 25% do etanol anidro na gasolina é a distribuidora. Então, das duas uma: ou a Petrobras pretende que a distribuidora assuma o custo de transferir a gasolina A, que o navio descarrega de Suape para Cabedelo, ou ela está esperando que o produtor suporte o custo de frete transferindo da região produtora da Paraíba para Suape”, disse Edmundo.


Segundo ele, o que ninguém está questionando é que um caminhão carregado de combustível saindo de Suape demora oito horas para chegar a João Pessoa, sem falar no inconveniente para o trânsito entre os dois Estados.

“Tanto Pernambuco como Paraíba vão enfrentar mais 500 caminhões circulando nas estradas. O que seria uma medida econômica para a Petrobras, termina sendo extremamente danosa para o consumidor, isso porque alguém vai pagar a conta”, frisou o presidente do Sindalcool-PB.

De acordo com ele, com o fim da cabotagem na Paraíba, o etanol ficaria preterido porque as distribuidora pernambucanas iriam usar o álcool da região.

“Com isso, o nosso etanol passaria a ser menos competitivo porque vai ter um frete muito maior e as empresas produtoras locais vão receber menos pelo etanol. Se a gente tem uma posição vantajosa de estar perto 45 quilômetros do Porto de Cabedelo, base da distribuidora, a gente passaria a ter uma desvantagem com esta transferência para Pernambuco. Isso vai desestruturar todo um sistema que está funcionando. Pode ser que usinas cheguem a fechar”, frisou.

PRODUÇÃO DE ETANOL SERÁ MENOR

As produtoras de etanol na Paraíba devem produzir menos 60 milhões/litros de álcool hidratado e anidro em relação ao ano passado, cujo volume foi de 380 milhões de litros do produto. Segundo Edmundo Barbosa, este ano o montante deve ficar em 320 milhões/litros.

Duas das oito usinas paraibanas começam a produzir na primeira quinzena deste mês e até o início de setembro todas estarão em operação.

Segundo o presidente do Sindalcool-PB, a Usina Miriri começa a produzir próxima semana e a Japungu passará a operar a partir do dia 16. Segundo ele, a previsão da safra 2013/2014 é de 5,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Será praticamente igual à anterior, que de foi 5,1 milhões de toneladas de cana.

Segundo ele, serão ofertados cerca de 18.500 empregos diretos na atividade e os números serão a média do último ano. Edmundo Barbosa disse que a estiagem vem prejudicando a produção da cana-de-açúcar. “Em 2011 chegou a 6,2 milhões toneladas".

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