sábado, 24 de maio de 2014

SAÚDE - Professora cria jogo educativo sobre imunologia.




Divulgação/Fiocruz
Qual a primeira imunoglobulina sintetizada pelo feto? Qual a única imunoglobulina capaz de passar pela placenta? Essas e outras perguntas fazem parte do jogo Imunoreal, criado pela professora-pesquisadora Flávia Ribeiro, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). O objetivo do jogo é estimular o processo de aprendizagem dos alunos do Curso Técnico de Nível Médio em Saúde na habilitação de Análises Clínicas.

“Sempre me interessei em pesquisar e criar estratégias didáticas a fim de facilitar a aprendizagem desse conteúdo complexo. Criei o jogo porque, assim como faço nas aulas, tento fazer associações para facilitar o entendimento da matéria pelos alunos”, conta Flávia, que ministra a disciplina de Imunologia desde 2008.

O Imunoreal é um jogo de perguntas e respostas, com 40 cartas que possuem uma questão e cinco opções de resposta. Sua função é revisar o conteúdo ministrado na disciplina de Imunologia, que estuda as células e os órgãos e sua interação no sistema imunológico.

Opção para as aulas de Química

Para jogar, a turma é dividida em quatro equipes, que escolhem um nome para o time, como Ig Ótimos, Ostimócitos, Imunoglobinas Perspicazes, entre outros relacionados ao conteúdo da disciplina. Após sortear a equipe que vai começar, um representante do grupo escolhe uma carta com uma pergunta. O aluno, então, diz se vai responder à pergunta sozinho ou com a ajuda da equipe. Após a resposta, a turma discute se a alternativa escolhida está correta ou não e, depois, Flávia explica qual é a resposta certa. “Ao mesmo tempo em que o aluno se sente desafiado a responder sozinho, o jogo estimula o trabalho em equipe e a competitividade”, diz a professora.

“O jogo me ajudou muito a entender melhor a matéria. A dinâmica do jogo faz a gente gravar mais os conteúdos do que quando a gente só tem a aula teórica”, diz a aluna Adriana Oliveira, sugerindo a utilização de jogos para a disciplina de Química, cujo conteúdo também é complexo.

Flávia destaca que, nessa faixa etária, os jovens estão sujeitos a um bombardeio de informações que desviam a atenção deles, por isso, é importante buscar alternativas didáticas que chamem a atenção desses alunos e facilitem a compreensão do conteúdo ministrado. “Os adolescentes estão na fase que alguns autores chamam de ‘tempo de dispersão’, então é um desafio grande conseguir atrai a atenção desses jovens”, ressalta a professora.


Fonte: Fundação Oswaldo Cruz


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