terça-feira, 3 de junho de 2014

Secretaria de Saúde de Cabedelo realiza ações educativas e preventivas de combate ao Caramujo Africano e ao mosquito da Dengue.



Caramujo Africano e Mosquito da Dengue (Divulgação).
Com a intensificação do período chuvoso, a Secretaria de Saúde de Cabedelo, através da Vigilância em Saúde, vem realizando ações educativas visando o combate ao Caramujo Africano e ao mosquito da Dengue. Ao longo desta semana, e na próxima segunda-feira (9), haverá uma grande mobilização, com distribuição de panfletos e informações acerca das pragas, em diversos pontos da cidade.

O caramujo africano afeta plantações e pode transmitir doenças. O molusco se desenvolve durante todo ano e costuma se alojar em locais como terrenos baldios, hortas, plantações e áreas em que existe entulho.

Segundo a gestora da Vigilância em Saúde de Cabedelo, Elizete Pimentel, não há como prevenir o surgimento dos Caramujos Africanos. O combate se torna difícil porque ele possui uma significativa resistência à seca e ao frio. Trata-se de um molusco terrestre que, quando adulto, atinge 15 centímetros de comprimento e 8 centímetros de largura, com mais de 200 gramas de peso. Além disso, a cada dois meses, um caramujo põe 200 ovos, que, da eclosão até a fase adulta, duram apenas 5 meses. Nesse período, cada um desses ovos vai gerar mais 200 animais.

A orientação dos agentes de saúde e da Zoonose é que, quando alguém encontrar um caramujo africano em seu terreno, deve recolhê-lo, sempre protegendo as mãos com uma luva descartável ou um saco plástico.

“Nunca se deve tocar no caramujo, pois sua gosma é um transmissor de doenças graves, como a meningite. O correto a se fazer é pega-lo com proteção e colocá-lo dentro de um balde ou vasilha com água e sabão em pó. No outro dia, é importante que se quebre a concha do animal, e jogue-o em lixo comum, nunca em terrenos baldios, e nunca ele inteiro, pois o acúmulo da água dentro da carapaça é um atrativo para o mosquito transmissor da Dengue”, explica.

O caramujo africano hospeda um verme que, se transmitido, pode causar doença que paralisa o sistema nervoso central com extrema gravidade. O verme também pode se alojar nos olhos, causando desde distúrbios visuais até a cegueira, ou pode se alojar no intestino, causando o comprometimento dos órgãos abdominais. A contaminação acontece pela ingestão de alimentos que tiveram contato com o caramujo e foram mal lavados, ou pelo contato direto com ele. “É muito importante esse trabalho educativo. Essa luta contra o caramujo é nossa e de toda população, por isso precisamos do apoio e do envolvimento de todos”, destaca Elizete.

Dengue – A ação de prevenção e combate realizada pela Secretaria de Saúde abrange, ainda, o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue. O trabalho segue o ritmo e a dinâmica das ações que serão efetuadas contra o caramujo africano: entrega de panfletos e orientações de como manter o mosquito longe de sua casa e de sua família.

Na última sexta-feira (30), cerca de 30 agentes de saúde visitaram 300 casas em busca de algum foco de desenvolvimento da Dengue, bem como orientaram os moradores para combater o mosquito. Ao longo desta semana, haverá intensa atividade em alguns pontos estratégicos, como cemitério, oficinas de barcos, borracharias e no Porto de Cabedelo.

“Mesmo sendo amplamente divulgado, nunca é demais reforçar o combate aos focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. É importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros”, ensina Elizete.

De acordo com o Setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, o município de Cabedelo vem apresentando uma diminuição satisfatória no índice de casos notificados de dengue.

De janeiro até março, foram notificados 49 casos de dengue no município, sem ocorrência de casos graves. Desde 2012, não ocorreram óbitos em decorrência de casos de dengue.


Fonte: PMC


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