quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Em Cabedelo - Professores da rede municipal participam de Formação em História e Cultura Afrobrasileira e Indígena.



(Foto: Michael Sampaio - Secom Cabedelo).
A Secretaria de Educação de Cabedelo (Seduc) promoveu, na terça-feira (27), um Curso de Formação em História e Cultura Afrobrasileira e Indígena para cerca de 60 professores das disciplinas de História, Português e Artes da Rede Municipal de Ensino. A capacitação aconteceu no Cabedelo Clube e reuniu ainda supervisores e coordenadores pedagógicos da cidade.

A iniciativa, pioneira no Município, é uma das estratégias do Plano Municipal de Educação (PME) e atende às  Lei  nº 10.639/03 e 11.645/08 que estabelecem as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática. 

A formação foi ministrada pela pedagoga e professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Daniele Dias, que trouxe experiências de sala de aula e maneiras de como abordar o assunto interdisciplinarmente. 

“No próximo dia 20 de novembro é comemorado o Dia da Consciência Negra, e quisemos transformar essa comemoração num espaço mais longo para que possamos ter uma troca de ideias e de experiências. O tema da diversidade étnico-racial é importantíssimo, não é uma disciplina, mas está presente na sala de aula, na vida das pessoas, nas rodas de conversa, na sociedade, no racismo que as pessoas praticam explicitamente ou não. É preciso que a escola dê esse recado, informando que todos somos iguais, temos os mesmos direitos e que não é a cor da pele que define o caráter ou a posição na sociedade”, destacou o assessor especial da Seduc, Neroaldo Pontes. 

Para o professor de Artes Fernando Bernardo, da Escola Miranda Burity, a temática já faz parte da sua realidade, mas iniciativas como essa ajudam para trazer mais ideias de como tratar um tema ainda estigmatizado pela sociedade.

“Quando a gente começa a falar sobre uma cultura, do índio ou do negro, muitas vezes é discutido nas escolas como se fosse uma coisa paralela. Quando se fala do índio, é como se fosse aquele índio com uma tanguinha e uma pena na cabeça, dentro de uma tribo caçando. E o índio, hoje, está na cidade, na escola, ele trabalha. Tem índios médicos, professores... Com o negro é a mesma coisa. Então, quando se fala de cultura, de identidade, e principalmente, quando vamos trabalhar sobre a nossa cultura, as nossas raízes, é importante sairmos desse conto de imaginação e trazer para a nossa realidade. E quando nós, professores, sentamos para discutir essa temática, já é um grande passo rumo ao nosso reconhecimento cultural", disse.


Fonte: PMC

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