sexta-feira, 28 de julho de 2017

Trajetória da mulher negra na sociedade brasileira é tema de palestra em Cabedelo



Dia da Mulher Negra (Foto: Rennan Oliveira)
A trajetória da mulher negra na sociedade foi tema de palestra promovida pela Secretaria de Educação de Cabedelo (Seduc) nesta quinta-feira (28). A iniciativa reuniu cerca de 50 professores e orientadores de creches e de escolas municipais no Auditório do órgão e fez parte das atividades em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, comemorado anualmente no dia 25 de julho.

Ministrada pela pedagoga da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Daniele Dias, a palestra tratou de temas relacionados aos marcos históricos da problemática étnico-racial no Brasil e à construção social de uma nova consciência de luta contra o preconceito, principalmente relacionado à mulher negra.

“Esse encontro busca lembrar o papel da mulher negra em nossa sociedade, numa tentativa de, através do trabalho dos nossos professores, criarmos condições para uma efetiva conscientização de nossas crianças, desde a fase infantil. A ideia foi salientar aspectos da realidade da mulher negra brasileira que, já segregada enquanto mulher, tem sua situação agravada pelo preconceito de raça e de gênero”, comentou a coordenadora de Diversidade étnico-racial da Seduc, Ivonete Coriolano.

Em Cabedelo, o movimento em prol da consciência negra elegeu oficialmente 17 de novembro como o Dia da Consciência Negra no município, três dias antes da data que marca essa comemoração em nível nacional.

“O tema é muito oportuno, decorrente da necessária reação à forma velada como se estabelece o preconceito racial em nossa sociedade, desfazendo o mito de que exercitamos uma democracia racial. E os alunos sentem bastante interesse em conhecer o assunto, visto tratar-se de algo que já é latente na educação que recebem dentro de casa, no seio familiar. De forma que todos se sentem estimulados a interagir com essa matéria, desde a fase na creche, cada um a seu modo. Daí, a necessidade de estarmos bem atualizados quanto aos novos conceitos sobre essa problemática social”, detalha a professora da Escola Paulino Siqueira, Karina Solto. 


Secom Cabedelo

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