quarta-feira, 27 de março de 2013

Educação - Senador Cássio propõe um compromisso com as crianças e com o futuro do país



Cássio Cunha Lima defendeu na Tribuna do Senado que governo e oposição deviam aprovar a Medida Provisória 586, de 2012, que dispõe sobre o apoio técnico e financeiro para o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O documento inicial previa que todas as crianças brasileiras até os oito anos de idade soubessem ler e escrever. No entanto, o senador pediu que a meta limite do aprendizado das letras passasse a ser de seis anos – no primeiro ano do ensino fundamental – atendendo à tendência de países desenvolvidos.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) propôs emenda para a redução da idade de letramento de oito para seis anos. Por 38 votos contra e 24 a favor, com uma abstenção, a proposta do senador do PSDB foi rejeitada e prevaleceu a idade prevista na MP, que foi aprovada na noite desta terça-feira, 26 de março. O senador Cássio lamentou a decisão. “O Governo Federal usou mais uma vez a sua maioria e derrotou a proposta do limite de seis anos para alfabetização das nossas crianças”, disse.

Durante o debate no plenário o senador explicou que o contexto da medida provisória era positivo e que a oposição era a favor da aprovação, mas registrou que era preciso corrigir um “grande equívoco”. “A idade proposta está errada e precisa ser reduzida”. Cássio defendeu ainda que não poderia haver uma diferença entre os alunos de escolas públicas e privadas no Brasil. “Esse é um compromisso que devemos assumir para que todos nós possamos olhar para nossas crianças, mostrar que temos um pacto com a sociedade e com o futuro do país”.

Momentos antes, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) – citado pelo senador Cássio como “a principal referência em educação do Senado” – também fez um apelo para a redução da meta de idade para que as crianças do Brasil possam aprender a ler e escrever até os seis anos.

Na tribuna, Cássio concordou e repetiu a fala de Cristovam: “Se os nossos filhos estudassem em escolas públicas, não aceitaríamos a idade de oito anos. Essa idade é um retrocesso para a construção de uma sociedade libertária”.

Foto: Jaciara Aires


Assessoria

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