HABITAÇÃO: Entre o aluguel e o sonho: a classe média que o Minha Casa, Minha Vida passou a alcançar
(Foto: Ricardo Stuckert / PR). A jovem Ananda Procópio tem uma carreira em construção como assistente jurídica em Fortaleza (CE), um noivo e um sonho que ela descreve com a clareza de quem já fez as contas mais de uma vez: o primeiro apartamento. Não precisa ser grande. Precisa ser deles. A questão é que, em Fortaleza, como em outras capitais brasileiras, cobra-se caro até pelo metro quadrado. E Ananda vivia num paradoxo cruel: a renda do casal era alta o suficiente para tirá-los das faixas com mais subsídio do Minha Casa, Minha Vida, mas insuficiente para tornar o financiamento de mercado confortável. "Tentamos algumas análises antes, mas como nossa renda ficava naquele limite onde o subsídio era baixo, o valor da entrada acabava ficando muito pesado, fora da nossa realidade de planejamento para o início do casamento. Parecia que, por ganharmos um pouco a mais, éramos penalizados com menos ajuda", conta ela. A FAIXA QUE FALTAVA – A Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida foi criad...