sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cabedelo promove oficina do projeto Juventude Viva.



A Prefeitura Municipal de Cabedelo, através da Secretaria de Ação e Inclusão Social (Semais), promoveu, entre os dias 20 de setembro e 01 de outubro, a Oficina de Identificação e Abordagem do Racismo Institucional. A iniciativa, que faz parte das estratégias de implantação do Plano Juventude Viva, é voltada para a capacitação de gestores e funcionários públicos na identificação do racismo dentro das práticas institucionais internas e no contato com o público externo.

A Oficina é uma iniciativa conjunta da Secretaria de Políticas de Promoção Igualdade Racial (SEPPIR) e da Secretaria de Políticas Afirmativas, do Governo Federal, com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e visa locais onde a violência contra jovens negros atingem níveis elevados de ocorrência.

A realização da Oficina em Cabedelo se deve ao fato da cidade ser uma das contempladas com o Plano na Paraíba, em virtude do alto índice de violência registrada contra jovens negros no seu território, de acordo com dados do Mapa da Violência de 2012 para cidades entre 50 e 100 mil habitantes.

De acordo com Jane Valéria, assessora técnica da Semais, essa experiência em Cabedelo simboliza a reaproximação da cidade com o Plano Juventude Viva. “A introdução do município dentro da área de ação do plano se deu através da assinatura do pacto em 2013, e esta Oficina representa a intensificação desse contato, para que possamos internamente nos articular com os vários setores para o encaminhamento de ações efetivas”, declarou.

O evento, que contou com a participação de representantes de vários órgãos da administração municipal, foi conduzido pelos facilitadores Dandara Correia e Paulo Henrique, e contou com a participação de Susany Silva, articuladora do Plano Juventude Viva na Paraíba.

A dinâmica da Oficina compreendeu abordagens teóricas sobre a questão do racismo no Brasil, com foco nas práticas institucionais. Na experiência prática, os participantes foram estimulados a diagnosticar e elaborar propostas de enfrentamento do racismo nas atividades diárias em suas instituições de origem.

A articuladora do Juventude Viva na Paraíba, Susany Silva, apresentou os eixos que direcionam o Plano, e destacou o caráter colaborativo entre as vários setores da administração municipal para sua aplicação. “A Oficina compõe a estratégia como uma fase de diagnóstico e sugestões que apontam para as iniciativas que cada município envolvido terá de tomar para dar corpo ao plano de forma intersetorial”.

Para Jane, a realização da oficina em Cabedelo vem a ser, também, um momento de reflexão sobre as práticas institucionais, bem como uma estratégia de sensibilização dos agentes públicos para um problema que coloca a cidade em posição problemática em relação aos índices de violência e desenvolvimento humano.

“Sentimos que o momento é mesmo de atenção ao problema da violência contra jovens na cidade, mas, sobretudo, de articulação entre vários segmentos da administração, setores fins e setores meio, para viabilização de ações afirmativas de enfrentamento a essa questão”, acentuou. 

Juventude Viva - O Plano de Prevenção à violência contra a Juventude Negra, denominado Juventude Viva, foi lançado na Paraíba em 2013, por meio de um convênio entre a Secretaria Nacional da Juventude e o Governo do Estado.

O Juventude viva é uma iniciativa do Governo Federal e conta com a participação de 11 ministérios. Trata-se de uma estratégia do Governo e da sociedade civil no sentido de prevenir, enfrentar e reduzir a incidência de violência física e simbólica contra os jovens, a partir da criação de oportunidades e autonomia.

O plano direciona ações para as regiões com mais altos índices de violência contra jovens negros, através da expansão das políticas públicas nestes locais, sobretudo nas áreas de saúde, educação, cultura, geração de emprego e renda e esporte e lazer.

Além de João Pessoa, estão inclusas no Plano as cidades de Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Campina Grande e Patos que, juntas, somaram 68,15% das mortes de jovens registradas no Estado em 2011.


Fonte: PMC


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